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21 de julho de 2018 sbado
11/04/2018 - 01:04:03

Polícia encontra digital de assassino de Marielle em munição

Digital está fragmentada e pode ser comparada à de suspeitos

Midia Max/ Foto: Midia Max

vereadora
Policiais civis e federais que investigam a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, no último dia 14 de março, colheram digitais parciais do assassino em cápsulas de pistola 9mm usada no crime. As cápsulas foram encontradas por peritos na esquina das ruas João Paulo I e Joaquim Palhares, no Estácio, onde aconteceu o ataque.

Segundo informações do jornal Globo, foram examinadas ​nove cápsulas, sendo oito do lote UZZ 18, vendido pela Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) em dezembro de 2006 para o Departamento da Polícia Federal em Brasília e distribuído para todo o país. A nona faz parte de um carregamento importado, e, de acordo com investigadores, tem características especiais, semelhantes à de um projétil disparado em um homicídio que ocorreu em outro ponto da Região Metropolitana do estado.

Fragmentadas, as digitais não podem ser comparadas com as armazenadas no banco de dados das polícias do Rio e Federal. Mas a digital pode ser confrontado com as de um eventual suspeito.

​A equipe da Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) estadual que investiga o assassinato da vereadora Marielle Franco também apura a execução, na noite de domingo, de Carlos Alexandre Pereira Maria, de 37 anos, líder comunitário da região da Taquara, na Zona Oeste. Conhecido como Alexandre Cabeça, ele era suspeito de ligação com uma milícia e trabalhava como colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS), ouvido na semana passada pelo grupo que conduz o inquérito sobre a morte de Marielle e Anderson.

Siciliano foi um dos seis vereadores chamados pela DH para contar como era a convivência com Marielle. Nenhum prestou depoimento na condição de suspeito. Citado em um relatório da Secretaria de Segurança sobre a influência de milicianos nas eleições de 2014, quando concorreu a deputado estadual (sem conseguir se eleger), Siciliano ficou aproximadamente três horas na sede da especializada, na Barra.

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