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Três Lagoas/MS

07 de abril de 2020 tera
22/03/2020 - 10:03:12

Mãe mata a própria filha de 10 anos asfixiada e a enterra de cabeça para baixo com ajuda do irmão

Crime ocorreu na cidade de Brasilândia neste sábado (21)

Minutoms/ Fotos: Divulgação

policia civil
A Polícia Civil de Brasilândia (MS) registrou na noite deste sábado (21) um crime bárbaro, que chocou toda a população.Uma mulher de 29 anos é acusada de matar a própria filha de 10 anos. De acordo com o boletim de ocorrência, a acusada teria comparecido a Delegacia de Polícia comunicando o desaparecimento da filha.

Ela disse que havia deixado a filha na praça do ginásio de esportes, juntamente com o irmão, e que ela teria desaparecido.

CONFISSÃO DO CRIME

Na mesma noite, a acusada ligou no 190 (Polícia Militar) dizendo ter matado a própria filha e ter interesse em se entregar. Os policiais foram ao encontro dela e de lá se dirigiram ao local onde ela disse ter enterrado o corpo da vítima, encontrando o cadáver da criança enterrado de cabeça para baixo, nas proximidades do lixão da cidade.

Ela disse ter matado a filha por ela ter acusado o padrasto de abuso sexual, alegando ter agido sozinha.

IRMÃO ENVOLVIDO

Na sequencia das diligências, ainda em regime de plantão, Policiais Civis e Conselheiros tutelares conversaram com o irmão da vítima, um adolescente de 13 anos de idade e notaram que ele tinha arranhões nas pernas e desconfiaram que ele pudesse estar envolvido no crime.

Ele acabou confessando ter ajudado a mãe a matar a irmã e auxiliado também na ocultação do corpo. Ele revelou aos agentes onde estava o fio elétrico que a mãe usou para asfixiar a vítima.

DETALHES DO CRIME

O adolescente revelou que a mãe derrubou a vítima no chão, envolveu o pescoço dela com o fio e começou a enforca-la, enquanto ela implorava por socorro e para que não fosse morta.

Perguntado ao adolescente como ele sabia que a irmã ainda estava viva quando foi enterrada, ele respondeu: “Ela pedia por socorro dentro do buraco” (sic).

ENTERRADA VIVA

O médico legista observou, no exame necroscópico, que a vítima apresentava várias lesões pelo corpo, indicando possível ocorrência de tortura antes da morte. A causa da morte foi asfixia mecânica por compressão do tórax, compatível com o relato do adolescente, apontando que a vítima foi enterrada viva. 

ABUSO SEXUAL

O adolescente confirmou que a mãe ficou enfurecida quando a irmã disse, mais de uma vez, que estava sendo abusada pelo padrasto e disse que se ela continuasse falando isso iria matá-la. Em seguida, ela chamou ambos para sair de carro e parou em uma estrada fora da cidade, onde iniciou as agressões e matou a vítima.

A acusada manifestou o direito de falar apenas em Juízo. Informalmente, em entrevista com os Delegados, disse ter matado a filha em um momento de raiva, negando que a motivação fosse a revelação do abuso sexual praticado pelo padrasto.

A Polícia Civil identificou uma testemunha que relatou que a vítima havia mencionado, no final do ano passado, ter sido vítima de abuso por parte do padrasto e que não poderia revelar o fato aos professores ou para a Polícia por medo de apanhar da mãe.

PRISÕES

A Polícia Civil representou em Juízo pela prisão preventiva do  padrasto da vítima, um homem de 47 anos, buscando a apuração do crime de estupro de vulnerável e eventual participação do homicídio e ocultação de cadáver da vítima.    

A mãe que já possui passagens por tráfico de drogas e furto, foi autuada em flagrante delito e removida para o Presídio Feminino de Três Lagoas. O adolescente foi apreendido e será recambiado para uma unidade da UNEI.

DENÚNCIAS

A Polícia Civil solicita que a sociedade continue colaborando com informações por meio de denúncias anônimas, que podem ser realizadas pelo telefone 67 99987 9169, inclusive por mensagens de WhatsApp. O sigilo é garantido.

 

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